Transtorno Somático: como emoções e estresse influenciam os sintomas físicos
- Patricia Cordeiro

- 16 de fev. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de mar.

O corpo fala... fala através da dor, da paralisia, do tremor, do esquecimento, etc... e isso ocorre de maneira muito significativa nos quadros de transtornos somáticos nos quais na impossibilidade de elaborar e entrar em contato com conflitos e traumas vivenciados, sejam pensamentos, impulsos, desejos ou memórias, a via de escape do sofrimento acaba sendo através de sintomas físicos, através de um movimento psíquico totalmente inconsciente.
Isso quer dizer que os sintomas são psicológicos? Não! A dor é real. O que acontece é que fatores emocionais podem influenciar sua intensidade e persistência.
Os transtornos somáticos são condições psicológicas nas quais sintomas físicos estão presentes, mas não podem ser totalmente explicados por uma condição médica ou lesão física. O sintoma se estabelece como um substituto da dor emocional da qual conscientemente não se consegue entrar em contato, ou seja, para a busca de uma cura será importante entrar em contato com emoções, culpas, relações, sentimentos, etc.
Pode ou não haver uma doença de base que explique o quadro, porém a intensidade dos sintomas e a interferência na funcionalidade são marcantes e além do esperado, o que especialmente caracteriza os transtornos somáticos, a reação extrema e o nível alto de preocupação com o sintoma. O estresse também tem um papel significativo nesses quadros.
São quadros de difícil diagnóstico, muitas vezes os exames são normais e pela presença de queixas importantes, os pacientes são submetidos a exames e procedimentos cada vez mais invasivos a fim de tentar achar uma explicação. É sempre importante lembrar que o sofrimento é genuíno e que o paciente não tem controle de seus sintomas. Mesmo não havendo uma doença de base identificada, pacientes de fato sentem tudo aquilo que referem, ou seja, o sofrimento é real.
Esses quadros se caracterizam pela presença de um ou mais sintomas, sendo a dor o mais comum deles, mas também podem se apresentar através de sintomas gastrointestinais, zumbidos, tonturas, etc.
Fatores emocionais como a ansiedade pode piorar a dor? Sim. Ansiedade mantém o sistema nervoso em estado de alerta, o que pode amplificar a percepção dolorosa.
Trabalhar emoções pode reduzir a dor? Sim, compreender a relação entre os sintomas e as emoções, auxilia na regulação emocional e na compreensão da dor e tem mostrado resultados significativos.
Esses transtornos causam sofrimento significativo e impactam a qualidade de vida das pessoas afetadas. Um processo de análise será importante para ajudar a pessoa a compreender melhor suas preocupações com relação a saúde, o significado e o impacto dos sintomas em sua vida e com isso reduzir o estresse gerado por eles, podendo assim lidar com outros sintomas comuns que costumam acompanhar tais condições como, por exemplo, a ansiedade e a depressão.
É importante reconhecermos que nossos corpos têm uma linguagem própria e podem expressar emoções, conflitos e traumas de maneira não verbal, por meio de sintomas físicos. Isso é especialmente relevante em casos onde a pessoa não consegue conscientemente lidar com suas experiências emocionais.
Reconhecer a conexão entre mente e corpo é crucial para uma abordagem eficaz no tratamento desses transtornos, integrando intervenções multidisciplinares para o auxilio dos pacientes.
Para mais reflexões sobre esse tema acesse: Transtornos Somáticos



